Em diálogo com o anseio popular, MST quer Reforma Agrária nas terras dos corruptos

Jornada mobiliza nove estados em todas as regiões do país.

Da Página do MST

Com ações desenroladas até agora em nove estados, o MST reivindica a realização da Reforma Agrária, para por fim à situação das mais de 120 mil famílias Sem Terra hoje acampadas no país. O alvo para as ações foram políticos latifundiários acusados ou indiciados por corrupção, como o presidente golpista, Michel Temer, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e o ministro Blairo Maggi.

A Jornada Nacional pela Reforma Agrária acontece em todas as regiões do país, nos seguintes estados: Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Sergipe, Piauí e Maranhão. Na Bahia e em Sergipe, os trabalhadores ocuparam o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e realizaram marchas.

O governo de Michel Temer (PMDB), que chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar e apoiado pelo PSDB e outros partidos, é considerado o pior da história em pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 27, pelo Ibope.

O governo é considerado ótimo e bom por apenas 5% da população.

O índice é o pior desde o início das pesquisas do Ibope, em 1986, após a redemocratização. O primeiro governo analisado foi o do ex-presidente José Sarney, que havia sido considerado o pior com 7% de ótimo e bom. Sarney e Itamar Franco foram vices que chegaram ao poder, mas somente Michel Temer chegou por meio de um golpe parlamentar.

A pesquisa foi financiada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e realizada entre os dias 13 e 16 de julho e ouviu 2 mil pessoas em 125 municípios.

O governo de Michel Temer (PMDB), com o apoio da base parlamentar do PSDB,  paralisou 83% das ações de fiscalização de trabalho escravo e também estão praticamente paralisadas as ações de combate ao trabalho infantil.

Com a aprovação da Reforma Trabalhista recentemente e a queda das fiscalizações, o Brasil dá sinal verde para a exploração do trabalho escravo e infantil.

Procuradores do Trabalho em vários estados receberam informação de que as Superintendências Regionais do Trabalho estariam praticamente paradas devido ao contingenciamento de recursos e sem condições de fazer a fiscalização.

Os integrantes da comissão organizadora do CAC (Centro de Arte e Cultura) de Hortolândia foram expulsos pela Guarda Municipal na tarde desta terça-feira, 25, do imóvel em que realizavam atividades.

De acordo com o Organiza CAC, o local foi lacrado pela Guarda em conjunto com a Secretaria Municipal de Cultura e com a Secretaria Municipal de Segurança Pública.

Em vídeo, membros da comissão organizadora do CAC  registraram momento em que foram agredidos com chutes, spray de pimenta, empurrões e uso de cassetetes. Alguns ficaram machucados.

Segundo a organização, não havia ordem de reintegração de posse.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) iniciou na manhã desta terça-feira (25) sua Jornada Nacional de Lutas, que tem como lema “Corruptos, Devolvam Nossas Terras”. Diversas ocupações foram feitas para cobrar do poder público a destinação das propriedades para a reforma agrária, e também para pressionar a Câmara dos Deputados a autorizar a denúncia contra Michel Temer, que será votada em plenário na primeira semana de agosto.

“O objetivo da nossa luta é pautar a reforma agrária, que está paralisada. Também há o desmonte da política do campo, que acontece por meio de medidas como a MP 759 (da regularização fundiária). Nós vamos manter a nossa luta pela terra e identificar os corruptos do Brasil para desapropriar suas terras e fazermos a reforma agrária”, diz o coordenador nacional do MST, Alexandre Conceição.

Uma das propriedades ocupadas é a Fazenda Esmeralda, que está em nome de João Baptista Lima Filho, também conhecido como Coronel Lima, ex-assessor e amigo pessoal de Temer, localizada entre as cidades de Lucianópolis e Duartina, interior de São Paulo. É a segunda vez que o movimento ocupa o local; na primeira, em maio de 2016, integrantes do MST encontraram uma carta escrita endereçada a Temer nos anos 1990, e materiais de campanha do peemedebista à Câmara em 2006. A assessoria do presidente afirmou na ocasião que ele teria utilizado a fazenda como “refúgio” durante a campanha de 2014.


Scroll to Top