(foto jose cruz – ag. brasil)

O relatório, divulgado pelo jornal O Globo, mostra que as movimentações financeiras nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), são muito maiores do que o que foi divulgado em dezembro passado. Segundo o Coaf, elas somam R$ 7 milhões entre os anos de 2014 e 2017.

Bolsonaro afirmou que os depósitos na conta de Michelle eram pagamentos de um empréstimos que ele fez para o amigo Queiroz. Mas como alguém que movimenta R$ 7 milhões em três anos pede emprestado R$ 40 mil para pagar em dez prestações? Ficou sem pé nem cabeça.

O presidente não apresentou nenhuma indício de que o empréstimo realmente existiu. E agora essa versão não faz o menor sentido com esse volume de dinheiro nas mãos de Queiroz.

O mais agravante é que no esquema de repasse dos salários dos assessores para a conta de Fabrício Queiroz há uma personagem importante, a filha e Queiroz, Nathália Queiroz. Ela era funcionária do próprio Jair Bolsonaro e repassava seu salário para Queiroz. Os investigadores podem entender ou tentar provar que os recursos de Queiroz para Michelle e Bolsonaro são na verdade a cota dos assessores do próprio Bolsonaro.

A investigação de Fabrício Queiroz pode atingir em cheio o presidente recém-eleito caso mais indícios indiquem que o próprio Bolsonaro era um beneficiário das transações de Queiroz e do filho Flávio Bolsonaro.