ASS. Amigos

Os limites impostos pela Lei 9612/98 que institui o Serviço de Radiodifusão Comunitária impedem consideravelmente o funcionamento das Rádios Comunitárias no Brasil. Estes limites impedem uma participação maior da comunidade em sua gestão, programação e sustentabilidade.

Nós da Rádio Comunitária Noroeste FM entendemos como fundamental romper estas barreiras e fazer avançar a Radiodifusão Comunitária no Brasil, pois o marco regulatório foi imposto pela ABERT e pelo estado (que deveria garantir a participação popular nas Rádios Comunitárias) faz com que as Rádios comunitárias sejam vistas apenas como mais uma pequena emissora comercial, e seus representantes como o micro-empresário da comunicação local.

Vejamos o exemplo:

A lei impõem a territorialidade de 1 KM para a participação dos membros da comunidade na emissora, ou seja, nossa comunidade que atende uma extensão de 50 bairros pela sua cobertura de 25 Watts e 150 mil pessoas em seu raio de alcance, somente podem participar da vida ativa da comunidade apenas 2 mil pessoas e apenas um bairro. Ou seja, 148 mil pessoas são apenas receptores e não podem participar de nosso modelo horizontal de comunicação em decorrência de uma lei restritiva.

Com o advento da Internet, a Rádio Comunitária Noroeste FM atingiu um público maior, com cerca de 250 mil acessos ao mês oriundos de todos os estados da federação e até de outros países.

Ou seja, a lei restritiva, facista e imposta para que este modelo não funcione impede uma pauta maior da sociedade brasileira: A DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO.

Como construir a Democratização da Comunicação e garantir a participação popular de todos os nossos ouvintes na Rádio Comunitária?

Esta pergunta assaltou o pensamento de nossa diretoria durante anos, e a solução encontrada é a construção de uma organização maior e mais ampla para avançar neste processo.

A CONSTRUÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS E AMIGAS DA RÁDIO NOROESTE

A Diretoria e os programadores da  Rádio Noroeste está submetida a este projeto popular. Quem decide o modelo de produção, conteúdos e sua linha editorial são os membros da Associação de Amigos e Amigas da Rádio Noroeste FM. Ou seja, os ouvintes e parceiros é quem decidem sobre o formato de programação e o modelo de rádio que queremos construir no Brasil através da PARTICIPAÇÃO POPULAR e construindo na Prática uma das principais demandas da luta pela Democratização da Comunicação no Brasil: O CONTROLE PÚBLICO.

Outra situação que preocupa a construção da Rádio Noroeste é sua política de financiamento, afinal a publicidade está restrita ao conceito grotesco de Apoio Cultural, que impede o comerciante de anunciar, bem como estes anúncios estão restritos somente ao comércio local com alcance de apenas 1 KM de cobertura.

Impossível garantir a sustentabilidade de uma emissora com as restrições impostas por esta lei.

Na Associação de Amigos e Amigas da Rádio Noroeste todos os associados podem contribuir com a política de sustentabilidade da emissora, com doações e participação de seus quadros de sócios, com doações voluntárias ou mensais, dependendo das condições financeiras de cada associado.

A política editorial da Rádio Noroeste está diretamente ligada a LIBERDADE de Informação e do direito humano à comunicação, e neste caso, uma política financeira autônoma impede o cerceamento desta liberdade de comunicação, que na maioria das vezes restringem a informação isenta por interferência direta de anunciantes e de órgãos do estado que poderiam interferir no nosso maior patrimônio e a razão de nossa existência, a LIBERDADE DE INFORMAÇÃO E DE EXPRESSÃO.

É por isso que estamos construindo uma política de sustentabilidade que não seja refém de marcados e de políticos de plantão. Entendemos que o povo organizado é quem financia a luta e suas bandeiras históricas, qualquer interferência que se impõem pela força econômica e que restrinjam nossa linha editorial não é pode ser considerado parceiro deste projeto.

A associação de amigos e Amigas da Rádio Noroeste FM também buscvará realizar ações culturais e seminários para resgatar a cultura popular e atuação na área de formação, além de uma bandeira de luta párea a efetivação da Democratização da comunicação, com as seguintes ações:

  1. fortalecimento da Rádio Comunitária Noroeste FM como emissora pública, de gestão coletiva comprometida com a pluralidade, contra a narrativa golpista e com Controle Social na prática;
  2. b) Construir seminários, debates públicos e assembléias populares de comunicação, visando construir um programa politico para a democratização da Comunicação em Campinas;
  3. c) Construir com os movimentos sociais e sindical uma central de mídia unificada com conteúdos de Rádio, TV e impresso no sentido de construir as lutas populares, a derrota do facismo e a volta da democracia;
  4. d) buscar a autorização do canal da cidadania em TV digital com a luta política para que esta concessão pública seja garantida para as organizações populares;
  5. e) Democratizar a TV Comunitária de Campinas.

Todas estas pautas politicas da Comunicação em Campinas necessitam do empenho e dedicação das forças populares de resistência. A Rádio Comunitária Noroeste FM, entende sua responsabilidade política histórica na construção deste programa para humanizar a sociedade e lutar por uma comunicação necessária e possível.

 

Entre em contato conosco para saber de mais detalhes deste projeto.